O que é essencial, é invisível aos olhos…

Narrar – expor, contar (fato real ou imaginário) por meio de escrita ou oralmente, ou por imagens.

A narração é um tipo textual que se dedica a contar uma história, sendo ela fictícia ou não, geralmente apresentando os protagonistas dos fatos ou ações, narrados em tempos e espaços específicos. Sua estrutura se divide em introdução, mudanças, climax e desfecho.

Vou explicar cada estrutura dividindo-as em 4 capítulos para que seja feito uma boa assimilação de todas delas da forma mais simples e natural possível. A primeira estrutura que iremos explanar, será a Introdução.

Introdução: Essa é a parte de apresentação tanto do cenário quanto dos protagonistas, pois devemos entender aonde se passa a historia e quem está na história.

Como Mestre, eu gosto de dar espaço para cada jogador se apresentar à sua maneira, na minha concepção, isso faz com que eles deem características mais marcantes aos personagens. Por muitas vezes, você vai perceber a personalidade do herói apenas pela forma com que o jogador se expressa falando sobre ele; usando trejeitos e falando de forma agressiva e dominante, possivelmente seja o Guerreiro tendo sua história discorrida pelo jogador da vez, por sua vez, o que irá interpretar o Mago, geralmente é mais calmo e usa palavras difíceis na apresentação justamente para mostrar seu alto grau de conhecimento, esse tipo de introdução é bem dinâmico e já é usado há bastante tempo pelos Mestre e Narradores de RPG, traz mais proximidade ao grupo, aumenta empatia, e a ideia abstrata do personagem toma de conta da imaginação de cada uma dos presentes à mesa. Esse tipo de introdução por si só já mostra de fato, quem são os protagonistas da historia e em grande parte, os seus objetivos e funções dentro da história.

Já o Cenário, é diferente, o Mestre ou Narrador é quem irá mostrar aos jogadores o lugar onde os personagens irão atuar, seja no Mundo, na Capital ou até mesmo num beco escuro e fétido , os jogadores precisam ter a noção de onde estão para, a partir dessas informações, interpretarem os feitos de seus personagens. Cenários de D&D, Pathfinder e Tormenta 20 são excelentes fontes de inspiração uma vez que, cada um desses RPGs descrevem de forma bastante rica e robusta, sobre o mundo onde seus heróis estão inseridos, se você é um jogador com uma certa experiência, com certeza já deve ter ouvido falar de Águas Profundas, Absalom ou Vakaria.

Mas não para por aí, no RPG, você tem liberdade total para usar a introdução da maneira que achar mais conveniente. Não há problema em usar o famoso clichê do “Vocês estão em uma taberna, quando de repente, entra um ser encapuzado e senta na mesa que havia ali no canto, isolada de todos com uma carta na mão!”, mas porque não começar colocando os personagens já no meio de uma batalha onde suas habilidades serão vistas pelos demais companheiros, ou presos em celas onde cada um poderá falar o motivo de estar naquele lugar, você pode até adicionar um certo drama à introdução da campanha para que os personagens criem um laço ao compartilhar a dor de um companheiro que perdeu um ente querido, enfim, as possibilidades são infinitas, e é claro que isso é muito bom!

“Narrar é criar, pois viver é apenas ser vivido.”

(Fernando Pessoa)

Bem pessoal, eu vou ficando por aqui, espero mesmo que esse pequeno texto ajude-os a melhorar um pouco como Narradores e Mestres de RPG.

Gostaríamos muito de sua opinião, diz aí pra gente uma introdução bem diferente que você já fez para os seus jogadores.

2 comentários em “O que é essencial, é invisível aos olhos…”

  1. Achei muito interessante, apaixonado e poético, com referências já no título do artigo.
    A introdução é um fator de muita relevância no RPG, pois é ela que ditará os rumos e o ritmo da aventura.

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